Caminhos da Psicanálise

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Amanhã eu descanso

Cansado. Muito. Não pouco. Cansado no corpo, Cansado de corpo! Cansado por conta de, Cansado apesar de, Cansado uma vez que, Cansado dado que. Cansado com razão, Cansado sem razão. Cansado com motivos, Cansado sem motivos. Simplesmente cansado! Amanhã, sem pressa, terei tempo Para descansar do meu cansaço. Hoje, me permito ficar cansado. Sei, enfim, …

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Amor é aposta, é risco, é invenção

No poema “Amor e seu tempo”, o poeta Carlos Drummond de Andrade afirma que “Amor é o que se aprende no limite, depois de se arquivar toda a ciência herdada, ouvida. Amor começa tarde”. Em outras palavras, não há ciência explicativa do amor. É algo que não se aprende em manuais prescritivos. Nem segue as …

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Brisa do campo: mistérios permanecem e a vida continua!

Tive o privilégio de escrever o prefácio do livro “Brisa do Campo”, do artista plástico, escritor e amigo, Caetano Imbo. Não obstante ser uma obra direcionada ao público infanto-juvenil, é capaz de encantar também os adultos. Ao brincar com as cores e as letras, o autor nos coloca em uma aldeia no interior de Cacheu, …

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Desregulamentar o amor!

Infelizes os que teimam em regulamentar o amor. Ele não cabe nos manuais prescritivos ou explicativos. O que o amor pede é a implicação na escolha do laço afetivo. É a entrega sem razão. Quando se tem que explicar ou justificar o porquê de estar junto a alguém, o amor se esvazia de amor. Dagmar …

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Amor inventado!

Amar é estar disponível ao encontro dos vazios. Não há completude que dê conta. Numa relação amorosa corre-se o risco de querer tamponar o vazio do outro, de manter um vínculo de afeto na ordem da completude ou de se colocar como objeto do desejo do outro. Amar requer o saber-se incompleto. Na esfera da …

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Fragilidade das verdades que acreditávamos sólidas!

Palavras de Freud no texto “A Transitoriedade”, um relato sobre os horrores provocados pela Primeira Guerra Mundial. Ele viveu as dores do seu tempo e conseguiu transpô-las numa sensível narrativa sobre o luto de seus contemporâneos diante de tantas perdas. Freud constata que a guerra “mostrou nossos instintos em toda a sua nudez, libertou os …

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Tempo de travessia!

A pandemia provocada pelo ‘novo’ coronavírus recolocou em debate a questão da finitude humana. A morte está entre nós! A qualquer momento, sem hora marcada e sem aviso prévio, podemos nos tornar uma referência estatística, sem despedidas e rituais de passagem. Isso tem causado angústia, medo e sensação de desamparo. O fato é que a …

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Memórias que nos convocam!

Em um momento onde práticas racistas se proliferam no Brasil e em outros cantos do mundo, presto uma homenagem ao meu sogro: um homem simples, criado no campo em condições precárias e que, por conta própria, foi atrás de saberes que lhe dessem uma visão mais ampla do mundo. Por ser negro, pobre e por …

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No meio do caminho tinha uma ‘obstrução’!

Obstrução é sinal de que alguma coisa não vai bem. Algo não está funcionando, já não flui como antes. Na perspectiva psíquica, é quando o sujeito se depara com uma pedra no meio do caminho. Como afirma Carlos Drummond de Andrade: “no meio do caminho tinha uma pedra, tinha uma pedra no meio do caminho”. …

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O desejo não segue protocolos

“Se não se espera, não se encontrará o inesperado, pois ele não é encontrável e é sem acesso” (Heráclito de Éfesos). É comum no final do ano a repetição de pequenos rituais em busca de proteção, sorte, paz, felicidade, harmonia. Pular sete ondas no mar, comer sementes de romã, usar roupa branca. A lista é …

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A vida cabe num dia pouco

Um dia é pouco Poucos são os dias A vida cabe num dia pouco E nos outros também Só precisamos de poucos dias poucos Para viver um atrás do outro Na soma dos dias poucos e dos poucos dias Vivemos nossa eterna finitude Sofremos porque queremos viver Em um só dia os dias todos A …

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Não é acaso!

“Via de regra enfatizamos a natureza casual da morte, um acidente, uma doença, infecção ou idade avançada, e desse modo traímos o nosso empenho em vê-la como algo fortuito, em vez de necessário. Um grande número de mortes nos parece terrível ao extremo” (…) “Não é mais possível negar a morte; temos de crer nela. …

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