Caminhos da Psicanálise

Clínica Caminhos da Psicanálise atendimento e supervisão presencial e on-line

Não tenho pressa: não a têm o sol e a lua.

Não tenho pressa: não a têm o sol e a lua. Ninguém anda mais depressa do que as pernas que tem. Se onde quero estar é longe, não estou lá num momento. Sim: existo dentro do meu corpo. Não trago o sol nem a lua na algibeira. Não quero conquistar mundos porque dormi mal, Nem …

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Brisa do campo: mistérios permanecem e a vida continua!

Tive o privilégio de escrever o prefácio do livro “Brisa do Campo”, do artista plástico, escritor e amigo, Caetano Imbo. Não obstante ser uma obra direcionada ao público infanto-juvenil, é capaz de encantar também os adultos. Ao brincar com as cores e as letras, o autor nos coloca em uma aldeia no interior de Cacheu, …

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Desregulamentar o amor!

Infelizes os que teimam em regulamentar o amor. Ele não cabe nos manuais prescritivos ou explicativos. O que o amor pede é a implicação na escolha do laço afetivo. É a entrega sem razão. Quando se tem que explicar ou justificar o porquê de estar junto a alguém, o amor se esvazia de amor. Dagmar …

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Há vida na finitude!

A pandemia provocada pelo coronavírus nos coloca novamente diante da finitude humana. Michel de Montaigne dizia que: “Ensinar os homens a morrer é ensiná-los a viver”. No final da década de 1980, assisti “Asas do Desejo”, do diretor Wim Wenders, premiado em Cannes, e considerado um dos mais inquietantes filmes sobre a condição humana. Mais …

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Amor inventado!

Amar é estar disponível ao encontro dos vazios. Não há completude que dê conta. Numa relação amorosa corre-se o risco de querer tamponar o vazio do outro, de manter um vínculo de afeto na ordem da completude ou de se colocar como objeto do desejo do outro. Amar requer o saber-se incompleto. Na esfera da …

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Fragilidade das verdades que acreditávamos sólidas!

Palavras de Freud no texto “A Transitoriedade”, um relato sobre os horrores provocados pela Primeira Guerra Mundial. Ele viveu as dores do seu tempo e conseguiu transpô-las numa sensível narrativa sobre o luto de seus contemporâneos diante de tantas perdas. Freud constata que a guerra “mostrou nossos instintos em toda a sua nudez, libertou os …

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Democracias possíveis em suas impossibilidades!

Só se pode falar em democracia no singular. Não há democracias iguais. Nascem em contextos históricos, políticos, culturais, sociais e econômicos específicos. Surgem como possibilidades. São as democracias possíveis em suas impossibilidades. No Brasil, a democracia idealizada no movimento ‘Diretas Já’, em meados da década de 1980, não foi a que se implantou de fato. …

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Entre a força e o poder!

Em seu livro “A condição humana”, a filósofa política Hannah Arendt faz uma distinção entre poder e força. A concepção de poder vem da palavra grega dynamis e do latim potentia, que possuem o caráter de potencialidade. Arendt faz distinção entre poder e força. Poder é o que mantém a existência da esfera pública. É …

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Tempo de travessia!

A pandemia provocada pelo ‘novo’ coronavírus recolocou em debate a questão da finitude humana. A morte está entre nós! A qualquer momento, sem hora marcada e sem aviso prévio, podemos nos tornar uma referência estatística, sem despedidas e rituais de passagem. Isso tem causado angústia, medo e sensação de desamparo. O fato é que a …

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Memórias que nos convocam!

Em um momento onde práticas racistas se proliferam no Brasil e em outros cantos do mundo, presto uma homenagem ao meu sogro: um homem simples, criado no campo em condições precárias e que, por conta própria, foi atrás de saberes que lhe dessem uma visão mais ampla do mundo. Por ser negro, pobre e por …

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O sujeito do desejo não está alijado do sujeito coletivo

Costumo coletar pedras como recordação de lugares que visito no Brasil e em outros países. Pequenas pedras jogadas nas ruas, praças ou terrenos próximos aos locais visitados. Não têm qualquer valor econômico. São da ordem dos valores afetivos e simbólicos. Uma delas, trouxe da Robben Island, onde Nelson Mandela passou 18 dos 27 anos em …

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Perdidos no paraíso-ficção

Por séculos, nós brasileiros fomos marcados por algumas etiquetas: povo ordeiro, pacífico, harmonioso, feliz. Afinal, morávamos no paraíso e Deus era brasileiro. Essa idealização de um lugar idílico, presente em várias culturas, ganhou contornos fortes no Brasil. Quando os ‘navegantes-conquistadores’ aportaram por aqui, acompanhados pelos ‘evangelizadores-conquistadores’, descreveram o que haviam ‘descoberto’ como “o jardim perfeito: …

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