Caminhos da Psicanálise

Clínica Caminhos da Psicanálise atendimento e supervisão presencial e on-line

A vida pede concerto!

Recentemente, comprei uma televisão. Na hora de preparar a nota fiscal, o vendedor perguntou: “O senhor quer uma garantia estendida para mais dois anos? A gente divide em até doze parcelas sem juros”. Respondi: “Só se for pra mim com mais cinquenta anos de garantia e com pagamento parcelado”. Brincadeiras à parte, como psicanalistas sabemos …

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Guias de existência envelhecem rapidamente!

“Não sou a favor da fabricação de visões do mundo. Isso deve ser deixado para os filósofos, que confessadamente acham inexequível a jornada da existência sem um guia de viagem como esse, que informa sobre tudo. Aceitemos humildemente o desprezo com que eles nos olham, do alto de sua sublime carência. Mas, como também não …

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(E)ternos mortais!

“Olhei até ficar cansado De ver os meus olhos no espelho Chorei por ter despedaçado As flores que estão no canteiro.” A canção “Flores”, da banda Titãs, toca em uma questão fundamental para a psicanálise: a finitude humana. Trata-se de uma morte simbólica. Alguns a interpretaram como sendo a narrativa de um suicídio. E, nesse …

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Não é acaso!

“Via de regra enfatizamos a natureza casual da morte, um acidente, uma doença, infecção ou idade avançada, e desse modo traímos o nosso empenho em vê-la como algo fortuito, em vez de necessário. Um grande número de mortes nos parece terrível ao extremo” (…) “Não é mais possível negar a morte; temos de crer nela. …

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Acreditar na ciência é uma aposta com riscos. Ainda assim, a menos arriscada.

A frase “eu acredito na ciência” se tornou uma das mais populares nas redes sociais. É uma forma (in)direta de dizer: “não sou terraplanista, obscuro, ignorante”. Sigmund Freud acreditava na ciência. Preocupou-se em dar à psicanálise um status científico. Entendia a ciência como única resposta possível frente a qualquer forma de obscurantismo. Se estivesse no …

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Não há completude que dê conta!

Amar é estar disponível ao encontro dos vazios. Não há completude que dê conta. Numa relação amorosa corre-se o risco de querer tamponar o vazio do outro, de manter um vínculo de afeto na ordem da completude ou de se colocar como objeto do desejo do outro. Amar requer o saber-se incompleto. Na esfera da …

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Pessach – a vida pede passagem

A Bíblia – diferente do que muita gente imagina – não é uma coletânea de histórias de anjos, arcanjos, serafins, querubins e santos. Muito menos um manual para se chegar ao céu com segurança. Nem um passaporte com prazo indeterminado e com visto garantido de entrada no paraíso. É uma coleção de textos sobre dilemas …

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Risco de voltarmos à mesma “leviana festividade suicida”.

O corpo que ganha expressão na clínica psicanalítica não é o corpo biológico. Desse, a medicina cuida, prescreve, dá receitas. A psicanálise lida com um outro corpo: subjetivo, singular, linguageiro. Corpo desejo, erógeno, tomado pela libido, pelo gozo. Para Lacan, nascemos como se fossemos um “pedaço de bife com olhos”. É no processo de inserção …

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O sujeito do desejo não está alijado do sujeito coletivo

Costumo coletar pedras como recordação de lugares que visito no Brasil e em outros países. Pequenas pedras jogadas nas ruas, praças ou terrenos próximos aos locais visitados. Não têm qualquer valor econômico. São da ordem dos valores afetivos e simbólicos. Uma delas, trouxe da Robben Island, onde Nelson Mandela passou 18 dos 27 anos em …

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Estado de graça!

“Quem já conheceu o estado de graça reconhecerá o que vou dizer. Não me refiro à inspiração, que é uma graça especial que tantas vezes acontece aos que lidam com arte. O estado de graça de que falo não é usado para nada. É como se viesse apenas para que se soubesse que realmente se …

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A transgressão do humor em um mundo sem graça!

O humor é uma das formas de enfrentamento do Real, do mal-estar da civilização. Freud escreveu dois textos sobre o tema: “O chiste e sua relação com o inconsciente” [1905] e “O humor” [1927]. No primeiro, coloca o chiste como uma das formações do inconsciente. Mostra suas implicações ademais da questão cômica. No segundo, estabelece …

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Do mal(dito) ao bem(dito)

Do mal(dito) ao bem(dito) Recentemente, ao dar uma entrevista ao programa “Benção da Manhã”, da Tv Aparecida, lembrei-me do livro “Lacan Elucidado”, de Jacques-Alain Miller, quando diz: “Na análise não se dá bençãos, ‘ensina-se’ a dizer bem aquilo de que se fala, aprende-se um bem-dizer”. As bênçãos sempre estiveram presentes em diferentes culturas e expressões …

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